terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Nacional 3ª divisão - 4ª ronda

GD Dias Ferreira 4 - 0 AC Alfenense


Nuno Andrade (1736) 1 - 0 Francisco Assunção (1555)
Paulo Teles (1712) 1 - 0 Hugo Soares (1574)
Henish Balu (1704) 1 - 0 António B. Pintor (1513)
Pedro Mendes (1671) 1 - 0 José Pintor (1447)



À 4ª ronda do Nacional da 3ª divisão, a nossa primeira derrota, frente à superior equipa do GDDF C. Num dia definitivamente "não" para as cores alfenenses, joguei com o Nuno Andrade de pretas. Numa tentativa de surpreender o seu sólido d4, parti para a iniciativa com a estreia da holandesa. O jogo decorreu de forma bastante estranha, na verdade nunca consegui construir um plano decente. A primeira ideia era jogar a stonewall: c6 d5 f5 e6 Bd6 O-O. Mas com o bispo em f4, eu não queria trocar aqueles bispos...depois já com o bispo em g7, planeei d6 e5. Mas com a promissora plantação de uma dama em d6, esqueci esse plano e voltei à ideia da stonewall. O jogo até não estava mal de todo, mas quando vi o Hugo Soares perdeu duma forma tão caricata com Paulo Teles, parti para o ataque com 21...b5. Parece-me que Bd7, para ajudar a conectar as torres, seria mais astuto. A partir do momento em que deixei o meu adversário tomar controlo da coluna f, o jogo perdeu a sua história, e era uma questão de técnica até concretizar o ponto...com a derrota de um esburacado António B. Pintor e a simultânea derrota de José Pintor, frente a Pedro Mendes e Pedro Guimarães (para o Distrital de Jovens), o resultado elevou-se nos claros 4-0. Melhores dias virão...A próxima ronda jogasse a 17 de Março com a recepção ao Bila.

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nacional da 3ª divisão - 3ª ronda

AC Alfenense 4 - 0 Colégio de Gaia A


Francisco Assunção (1555) 1 - 0 Bruno Lopes (1270)
Hugo Soares (1574) 1 - 0 Luis Afonso Sá (1366)
António B. Pintor (1513) 1 - 0 Filipe Lapa Duarte (1278)
José Pintor (1447) 1 - 0 Diogo Pinto (1088)


Mais uma ronda do Nacional da 3ª divisão e um jogo com clara obrigação de vencer frente ao Colégio de Gaia A. O meu jogo foi bastante fácil já que desde o lance 12 que me apresentei totalmente ganho devido a um erro de cálculo do meu adversário. A minha escolha da abertura foi perfeitamente natural, sem nada de importante a assinalar. O primeiro jogo a terminar foi o de José Pintor que "despachou" com naturalidade Diogo Pinto. De seguida terminou o meu jogo, até que um pequeno milagre aconteceu na 3ª mesa, com Filipe Lapa Duarte a mostrar-se imprudente perante um final de cavalos em que apresentava um peão de vantagem mas que falhou um pequeno táctico que permitiu às brancas promoverem uma dama primeiro e vencerem a partida. Hugo Soares passeou com bastante tranquilidade frente a Luis Afonso Sá. Amanhã enfrentamos o GDDF C.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Torneio Carnaval AXP

Francisco Assunção 1 - 0 José Pedro Antão
Francisco Assunção 1 - 0 Jorge Antão
António Caramez Pereira 0 - 1 Francisco Assunção
Orphe Bolhari 1 - 0 Francisco Assunção
Francisco Assunção 1 - 0 José Macedo Monteiro
Emanuel Luis Sousa 0 - 1 Francisco Assunção
Francisco Assunção 0 - 1 Lucas Silva
4ª ronda - 1ª mesa - Orphe Bolhari 1 - 0 Francisco Assunção

Na passada terça-feira, houve tempo para fazer uma pequena pausa no distrital de Jovens e aproveitar a embalagem para jogar semi-rápidas (15m) no torneio de Carnaval da AXP. 
Curiosamente nos dois primeiros jogos a abertura foi a mesma. Se o "neto" Antão optou por uma escandinava com Bxf3 mas rapidamente perdeu o controlo da partida, o "avô" Antão optou pela mesmo variante mas obteve uma boa posição. Com os apuros de tempo, as pretas arriscaram a tentar jogar pela vitória quando eu tinha oferecido empate. Como resultado acabaram por dar mate 5 segundos depois, numa sensação que não deve ter sido nada agradável para o meu adversário...
Na 3ª ronda enfrentei António Caramez Pereira, um dos 2 jogadores com elo superior a 2000 presentes no certame. Optei por um estilo de jogo tremendamente agressivo com uma índia de rei em  que consegui uma estrutura de peões do género e4-f5-g5-h4 com O-O. As brancas defenderam-se relativamente bem, no entanto não conseguiram qualquer iniciativa na ala das damas. Deste ataque sobrou-me a vantagem de um peão para um final de torres, para além de algum tempo a mais. Numa posição que me parecia empatada em que me sobrava apenas uma torre para cada um, um peão meu em b3, o meu rei em a3 e o rei adversário em b1, acabei por ganhar por tempo...
Na ronda seguinte, com o nr. 1 do torneio, Orphe Bolhari, mais uma vez, e tal como aconteceu em Santo Tirso quando nos haviamos defrontado, consegui uma excelente posição. Defendi-me bem na sólida Caro-Kann de tal forma que numa posição tremendamente superior, o final parecia fácil de ganhar com 2 peões de vantagem, um deles passado e o rei branco tremendamente exposto. Pena foi que sobrasse pouco tempo no meu relógio e me tenha baralhado acabando por dar a dama de forma bastante inglória. Pouca sorte...
Na 5ª ronda, com José Macedo Monteiro, beneficiei de um erro táctico do meu adversário, para ganhar uma torre quando estava autenticamente encostado cá atrás. Na 6ª ronda, com Emanuel Luis Sousa, rapidamente e desde a abertura ganhei impeto e fui ganhando material com alguma naturalidade. Por fim, frente a Lucas Silva joguei d4, e enfrentei a eslava com o Bb7. Num erro crasso num final de damas, ofereci um peão e imediatamente o jogo numa posição que já era dificil de se segurar...
Como resultado, fiquei em 4º lugar, o habitual "primeiro dos últimos". Ficou a ideia de que consegui dar o meu melhor frente à forte concorrência que encontrei...
Venceu Lucas Silva, seguido de Orphe Bolhari e Jorge Antão. Mais pormenores, aqui, com galeria fotográfica da autoria de Afonso Duarte aqui.

VII Arte da Guerra - 7ª ronda


Na última jornada do VII Arte da Guerra defrontei o meu colega de clube Afonso Duarte. Frente àquilo que eu esperava ser uma Caro-Kann,  já vinha analisando esta linha na íntegra e sinceramente já previa que resultasse...Não se trata de nenhuma armadilha, já que a posição é sempre sólida para as brancas. Afinal, os lances feitos pelas brancas são os habituais, se eu tivesse jogado 3. d4... Com esta vitória garanti o 1º lugar no torneio, em igualdade pontual mas com mais meio ponto no segundo factor de desempate sobre Carlos Ribeiro. O 3º lugar coube a André Martins. A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá na próxima 3ª feira.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Final Distrital Jovens sub-20

Actualizado - 25 de Fevereiro - Decorreu durante a última semana a Final Distrital de Jovens. Em geral, e um pouco por todos os escalões notou-se um nível bastante fraco, com vários jogadores bastante cotados a abdicarem da participação. Foi o caso dos sub-20 em que me apresentei com 1º na lista, e com clara intenção de renovar o título conseguido na época passada...

Logo no sábado joguei com o Rúben Freitas, um dos jogos mais exigentes que teria. Desde cedo que assumi a despesa do jogo preparando todas as peças para o culminar da posição ao lance 15 com f5. A partir daqui sentia tudo perfeitamente a meu favor, com o cavalo de g6 a ser um verdadeiro osso na garganta do rei. A partir de 18.. e6 parecia que o osso se ia soltar. E foi aí que comecei a gastar tempo com o jogo claramente a complicar, apesar de me sentir em vantagem, já que todos os lances que fiz me pareceram lógicos...Infelizmente não encontrei a melhor sequência, falhei 21. Rxf5! que manteria a minha leve vantagem de +0,8, quando rapidamente passou para -2...A partir daí já podia bem ter o jogo perdido mas rapidamente as pretas não aguentaram a pressão de estar com a vitória tão perto que a deixaram fugir...Ora pode-se dizer que tive alguma sorte, o meu adversário devia ter encontrado a sequência correcta, tal com eu podia ter encontrado 21. Rxf5...Apesar de apenas 26 lances, acabei com cerca de 30 minutos, o que quer dizer alguma coisa...

No mesmo dia joguei também joguei com a Joana Ferreira. Com a um pouco incomum defesa Petroff, joguei a simples "main line" e assumi alguma vantagem, fruto das pretas nunca terem planeado d5, como devem nesta abertura. Após um erro de cálculo foi-me dado mate, num jogo bastante tranquilo...

No domingo, não sei porquê mas estava com espírito para fazer sacríficios posicionais. Prova disso é o aparentemente imperceptível 15. Ne5?! Ofereci um peão que na verdade não está dado, porque tanto os peões de e6 como o hipotético em e4, estão extremamente fracos, e a qualquer momento poderia pressioná-lo para o tomar. O jogo prosseguiu numa batalha táctica que previa que baralhasse a cabeça ao meu adversário. Para algumas questões que envolvessem tomar em d4, as ideias ficam transcritas no jogo...


Nesse mesmo dia deu para antecipar mais 2 jogos contra 2 jovens do Vila D' Este. Realce para no jogo com o Hernani Alves, em que estava bastante pior se as brancas jogassem 8. Qxe5+ seguido de Qxg3. Naturalmente estava a jogar relaxado e praticamente "ao toque" para além de saber bem que o jogo seria um passeio...


Na segunda-feira, mais dois jogos muito acessíveis sem grandes sustos.

No mesmo dia, um jogo de um nivel um pouco superior frente a Wilson Soares. Após um desenvolvimento um pouco lento das brancas com 5. Nc5?!; 7. a3?? consegui garantir boa posição desde cedo. Com 14. Bd3 descobri um bonito táctico que me fez ganhar um peão...Com 16. Ne5? ganhei outro, e foi com essa vantagem que parti para o final. A partir do 27... e5 o jogo não teve mais história...

Na passada quinta-feira tive aquilo que se pode chamar de jogo do título. Tinha a vantagem de bastar um empate para garantir o título, por isso passaria por ter uma posição sólida. A escolha da defesa Alekhine foi algo que me surpreendeu. Como habitual, segui a "main line". A partir de e6, fiquei um pouco confuso, e assim assumi uma posição dinâmica, mais do que sólida com uma debilidade em e5. Prova da posição dinâmica que pretendia é o 17. O-O-O. Parece estranho pôr o rei tão exposto, mas a verdade é que necessitava do rei para " deitar olho" ao peão de a2, enquanto as torres lutavam pela coluna d...Tal roque seria impossível caso as damas ainda estivessem em jogo, ou até se as pretas ainda tivessem o bispo das casas pretas...O jogo prosseguiu de forma bastante complicada, o que me levaram a gastar bons pedaços do meu tempo...Parece-me que ganhei uma leve vantagem quando consegui trocar o bispo pelo meu cavalo, já que o bispo das casas brancas podia atacar as debilidades em c6 e e6. Após um verdadeiro fantasma que as pretas viram com 29. a5??, ganhei forte iniciativa e poderia facilmente ter arrumado com a questão. Era preciso que tivesse um pouco mais calma para encontrar 36. Bh3! seguido de Bg2! atacando a torre que estava a segurar o cavalo. Felizmente o final manteve-se ganho, apesar de ter acabado com cerca de 13 minutos...

Resumindo, e com 9 pontos em 9 possíveis, já me sagrei Bicampeão distrital sub-20, numa tarefa que se revelou bastante mais fácil em relação à do ano anterior...A cerimónia de entrega dos prémios decorrerá amanhã...

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

VII Arte da Guerra - 6ª ronda



E após cerca de 4 horas e um jogo intenso e cansativo, finalmente obtive o apuramento para a Final Distrital! O jogo agressivo das pretas desde cedo trazendo a dama para o centro, causou-me intensas dores de cabeça, que só se solucionaram quando o meu adversário, sem eu perceber bem porquê, desistiu. Brincadeira...o meu jogo de ontem durou menos de 5 minutos, quando por assuntos pessoais, o meu adversário pareceu-me visivelmente apressado. 
O que é certo é que já estou apurado para a fase final do Distrital, que virá em Julho, juntamente com Carlos Ribeiro que segue comigo na disputa pelo 1º lugar. Na última ronda defronto o meu colega de clube Afonso Duarte.